Quando se vai comprar um brinquedo numa loja, há na embalagem uma indicação de faixa etária que nos responde à pergunta: o que é melhor para esta criança? Mas quando fazemos programas de lazer, entretenimento, turismo, nem sempre contamos com a mesma ajuda. É claro que é possível levar um garoto de 2 anos a um parque temático, mas se for com 7 anos talvez aproveite muito mais o passeio. Além disso, o programa não precisa ser unicamente diversão; se também contribuir para o desenvolvimento da criança, tanto melhor.
Com base em tal pensamento, foi desenvolvido o Guia Fuja de Casa com as Crianças, sugerindo as idades em que as crianças podem aproveitar melhor cada atração. É um estímulo a mais para que a turma de determinada faixa não perca a oportunidade.
Para essa classificação, foram levados em conta aspectos como a idade pré-escolar (até os 5 ou 6 anos) e a escolar (a partir dos 6 ou 7 anos, quando começa o ensino fundamental), assim como a passagem da primeira para a segunda infância. Pesaram tanto a observação efetiva dos visitantes de cada atração como o estágio de desenvolvimento físico e psicológico das crianças e o currículo das escolas. É claro que pais e adultos responsáveis devem fazer a adaptação que julgarem necessária para sua criança; ninguém conhece mais do que eles seus interesses, limitações e potencialidades.
O Guia Fuja de Casa com as Crianças classifica os programas de acordo com seis faixas etárias, que você pode consultar facilmente. Mas não é só a idade que conta. A forma de o adulto apresentar o programa para a criança faz toda a diferença. Há "regras de ouro" nessa área .
Veja a seguir um breve comentário sobre os interesses de cada faixa etária:
2 a 3 anos
Crianças pequenas são fascinadas por animais, tanto domésticos como selvagens. Programas como fazendinhas e zoológicos podem ser ótimos para elas. Estão a todo o vapor e gostam de tocar em tudo -o tato é o principal sentido: então, um aquário com tanque de toque tende a ser marcante.
3 a 5 anos
A criançada continua bastante ativa fisicamente: corre e se mexe sem parar; muitos andam de bicicleta. Parques de lazer são programas quase infalíveis. Também pode-se estimular a relação com a música, as artes plásticas e os livros, por meio dos contadores de estórias, por exemplo.
5 a 6 anos
Nesta fase acontece a transição entre a criancinha e a criança. É uma época muito importante e merece programas à altura: de museus especializados que "puxam" a observação e o raciocínio -de transportes, relógios, moedas- à observação de animais "perigosos", como cobras e aranhas.
7 a 8 anos
Na escola o aprendizado se intensifica e as saídas com os pais podem ajudar a absorver o conhecimento mais rapidamente. Pelo título de melhor programa concorrem: museus históricos e científicos, as primeiras atividades ecológicas e passeios a pé por regiões antigas.
9 a 10 anos
Está na hora de ser o herói da própria vida. A criança desta idade busca desafios para enfrentar e se auto-afirmar. As atrações podem abranger desde a compreensão de que a Terra ficou congelada há alguns milhões de anos até a descoberta da anatomia e o prazer com o chamado turismo rural.
+ de 10 anos
Eu quero mais é a minha turma e não tenho medo de ser feliz. Esse é o pensamento dominante nesta idade, já quase (ou inteiramente) adolescente. Esportes radicais, brinquedos radicais e experimentos interativos estão em seu mapa mental. Observatórios astronômicos costumam fazer sucesso.
Passeios para divertir e educar





