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Flipando em Paraty, outras leituras da festa
Curiosidades
Ausências e presenças
Sentiu-se falta de alguns segmentos da população brasileira na FLIP. Mas, ao mesmo tempo, a cidade já estava tão cheia sem eles, como seria possível abrigá-los?
- Faltaram estudantes de letras.
- Estavam presentes muitos estudantes de história, todos fãs de Hobsbawn.
- Faltaram mais nomes das artes cênicas, tão interdependentes da literatura
- Estavam presentes Xuxa Lopes, Marisa Orth, Regina Braga (acompanhando o marido Dráuzio Varella), Amy Irving e o marido, o cineasta brasileiro Bruno Barreto (Amy é muito bonita pessoalmente!)
- Faltaram alguns formadores de opinião que, pela lógica, deveriam estar lá, como o grande amante dos livros no Brasil, José Mindlin, e o jornalista Pedro Bial, que tem um programa de TV sobre literatura.
- Estavam presentes formadores de opinião cacifados, como Pedro Corrêa do Lago (da Biblioteca Nacional) e a esposa Beatriz (filha de Rubem Fonseca), a jornalista Mônica Waldvogel, o banqueiro Pedro Moreira Salles (presidente do Unibanco e sócio da Companhia das Letras) e Roberto Muylaert (ex-presidente da TV Cultura), entre outros
Fazendo gênero
Os leitores descobriram que escritores também fazem gênero, como todos os seres humanos:
- Adriana Falcão fez o gênero modesta ("sou menor do que a crônica"), mas o fato é que arrasou com seu texto
- Bernardo Carvalho fez o gênero inseguro ("tomei até Lexotan para ler aqui, mas não adiantou. Se eu tremer, não liguem"), mas sua leitura foi muito boa.
- Os autores ingleses Julian Barnes e Hanif Kureishi fizeram o gênero inglês, desfiando humor com aquela elegância distante. Mas a verdade é que tocaram em questões bem pessoais.
- Milton Hatoum fez o gênero de poucas palavras. Na verdade, ele é meio tímido mesmo, mas esse fato teria passado quase despercebido se o tímido Luiz Fernando Veríssimo tivesse efetivamente participado do evento como previsto e se outro tímido, Chico Buarque, não tivesse ido embora de Paraty tão cedo.
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