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Lojas de Paraty
Associação Nhandeva
Esq. r. Com. José Luiz c/ r. da Matriz. tel:
(24) 3371-2858.
Este espaço artístico-cultural se dedica
à cultura paratiense e, mais especificamente,
à cultura indígena dos guaranis. Vende
artesanato caiçara e das tribos guaranis que
vieram do Sul do Brasil e se instalaram na região.
No dia 12 de outubro, dia do Descobrimento da América,
a associação convida artistas plásticos
a produzir obras sobre os povos indígenas americanos.
Belas pinturas e esculturas são expostas e às
vezes pode ser vendidas.
Arte e artesanato
O centro histórico tem ateliês e lojas
diferenciados. Márcio Franco (lgo. do Rosário,
50) faz telas com temática da mata atlântica,
como bromélias, orquídeas, tucanos e araras.
O Atelier Paris-Paraty (lgo. do Rosário, 8) tem
azulejos pintados a mão. Os artistas do Studio
Bananal (r. da Matriz, 292) trabalham elementos naturais,
como troncos, sementes, galhos, pedras e folhas, para
fazer esculturas, pinturas e móbiles. Patrícia
Sada, do ateliê Traço (r. da Praia, 70),
esculpe madeira trazida do mar. Cláudio Bataglia,
do Vaca Amarela (r. D. Geralda, 44-A), faz jóias
em prata e ouro. Renata Rosa (r. Dr. Samuel Costa, 11)
tem bonitas telas abstratas.
Entre as lojas, a Art Brasil (r. S. Rita, 2) trabalha
com peças trazidas de Tiradentes e outros lugares
de Minas Gerais. A loja do Teatro Espaço (r.
D. Geralda, 327) tem lembranças diferentes. A
butique Missanga (r. da Lapa) vende roupas em patchwork.
E, na r. do Comércio, você compra marionetes
de Luiz Pina (ou contate-o tel: 24-3371.2879) -ele faz
inclusive um Raul Seixas.
| A Pinga
Paraty já foi sinônimo
de pinga. Entre os séculos 16 e 18, chegou
a ter 250 engenhos de açúcar. Isso,
num tempo em que a pinga era um produto importantíssimo
no Brasil. Em 1711, por exemplo, quando o Rio
de Janeiro foi invadido por franceses, a pinga
foi parte do resgate pago pela Coroa portuguesa
para libertar a capital.
Hoje Paraty é um dos principais centros
produtores de cachaça artesanal no Brasil
-até o herdeiro da família real
brasileira, o príncipe D. João de
Orleans e Bragança, produz pinga aqui.
A diferença entre a cachaça industrial
e a artesanal está principalmente na fermentação.
A industrial usa fermentos químicos que
realizam o processo em horas, enquanto os alambiques
artesanais, feitos de cobre, adotam fermento natural
-fubá de milho, soja ou farelo de arroz-
e levam vários dias nisso. Na boa pinga
artesanal, a cana é moída no dia,
para evitar a fermentação precoce,
e os tonéis para o envelhecimento são
de madeira de lei. Todas as cachaças precisam
ser envelhecidas por pelo menos seis meses. Mais
um detalhe: os bons alambiques artesanais aproveitam
só o "coração"
da bebida, jogando fora os primeiros e os últimos
litros.
Quer aprender a saborear uma cachaça
artesanal?
1. Verifique contra a luz se o líquido
é transparente e sem impurezas.
2. Sacuda o copo e veja se a espuma formada desaparece
em 30 segundos.
3. Cheire a cachaça: o buquê é
agradável e lembra suavemente o aroma da
cana?
4. Ao bebê-la, certifique-se de que não
arde na boca nem na garganta.
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Ao longo da Estrada Paraty-Cunha, também
há vários ateliês. No km 2 fica
o Tramando Arte, onde se encontram peças feitas
em tear manual. No km 3,5 está o artista plástico
croata Renato Koledic, conhecido pelas
caricaturas que faz na r. do Comércio
-ele também tem pinturas e esculturas. O Cambucá
Atelier Caffé, no km 4,5, trabalha com papel
machê. No km 9,5 fica o Atelier Caminho do Ouro,
em que Lindomar esculpe folhas de palmeira. O ateliê
de Jorge Luiz Pessotti é logo visto no km 11,
marcado pelas cabeças de cerâmica. E o
Ateliê do Parque, no km 13, tem pintura em tecido
e também réplicas da arquitetura colonial.
Pingas
Várias marcas respeitadas nacionalmente
são produzidas em Paraty pelos engenhos Vamos
Nessa, Itatinga, Coqueiro, Maré Alta (que pertence
ao príncipe D. João), Fazenda Murycana
(pág. 107) e Alambique da Pinga do Corisco. É
possível visitar estes dois -o Alambique da Pinga
do Corisco fica na estr. do Corisco, km 6 (saindo do
trevo de Paraty, pegue a rod. Rio-Santos sentido Santos;
depois de uma ponte, é a primeira estrada à
direita). Há várias lojas de cachaça
no centro histórico, como Empório da Cachaça
(r. Dr. Manuel Costa, 145), Porto da Pinga (r. da Matriz)
e Cana Verde (r. dr. Samuel Costa, 208).
Flora Paraty
Rod. Rio-Santos, km 576
(a 500 m do trevo). S(24) 3371-1174. k diariam 6h-18h.
Este verdadeiro jardim botânico tem uma coleção de bromélias cultivadas com mais de 5.000 plantas de 300 espécies diferentes, dispostas em canteiros sob um belo bosque de palmeiras. Há cursos sobre flora.
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