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Passeio pelo centro histórico
Não deixe de passear pelo
Centro Histórico
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mapa do centro histórico de Paraty |
Ele tem seu traçado diretamente
ligado às águas do mar, ao porto, piratas,
a cultura da cana e do café e à maçonaria.
Compõe-se de 16 ruas, sendo que em 11 delas -
bem o miolo- não é permitido a passagem
de automóveis. O desenho das ruas é ligeiramente
torto, uma estratégia tanto para defender a cidade
do ataque dos piratas como também dos ventos
encanados que, nos tempos antigos, eram "mensageiros"
de doenças. O calçamento chamado de "pé
de moleque" (pedras miúdas e irregulares,
geralmente assentadas pelas crianças filhas de
escravos) é ainda o original de dos séculos
18 e 19. Sua irregularidade, obriga todos a andarem
com calma e cuidado para não torcer o pé.
O nível das ruas é cerca de 50 cm abaixo
do nível do mar, o que fazia com que nas marés
altas das luas cheias a cidade fosse invadida pela água
do mar que a lavava. Hoje o fenômeno não
mais acontece em função de construções
novas, aterros entre outros motivos.
Outro ponto marcante desta arquitetura são os
desenhos geométricos em relevo nas fachadas dos
sobrados, símbolos da presença da maçonaria
na cidade. As esquinas apresentam um aspecto arquitetônico
original: são sempre em ângulo vivo com
3 cunhais de pedra, sendo o 4o. ângulo no mesmo
estilo, mas em reboco, formando assim, na união
dos cunhais de pedra, um triângulo imaginário,
também símbolo maçon.
Seguindo um roteiro que começa na avenida que
sai das rodovias, bem junto às correntes que
delimitam a passagem de carros, o primeiro monumento
histórico que se vê é o Chafariz
do Pedreira mal-conservado, mas um marco na cidade
- construído em 1851. O nome é de Luiz
Pedreira do Couto Ferraz, presidente da Província
do Rio de Janeiro, que o inaugurou tomando sua água
em um copo de ouro. Subindo a R. da Lapa e entrando
na R. do Comércio há o Sobrado dos Bonecos,
um dos prédios mais bem conservados do Centro
Histórico. O seu nome deve-se a uns bonecos que
o enfeitavam. Seguindo para a R. Santa Rita, vê-se
o eterno cartão postal de Parati a Igreja
de Santa Rita, aquela igrejinha barroca, singela, fotografada
do mar. Construída em 1722, pelos homens pardos
libertos, tem um conjunto, composto de Igreja, consistório,
sacristia, cemitério e pátio ajardinado,
tudo em pedra e cal, em estilo jesuítico com
alguns traços rococós nas esculturas internas.
O Altar é o único que ostenta anjos. Aqui
funciona o Museu de Arte Sacra (Tel. (24) 3371-1620.
Qua-Dom 10h-12h e 14h-17h), com acervo de indumentária
e objetos de várias igrejas da cidade.
Á esquerda está o prédio da Antiga
Cadeia Pública , do início do século
19, abriga a Biblioteca Municipal, além de exposições
históricas e culturais. Já que estamos
na R. da Praia, é melhor seguir até o
Mercado Municipal, localizado à beira-mar, em
frente à Praça da Bandeira. Lugar ideal
para comprar os frutos da terra e do mar, sempre fresquinhos.
Voltando um pouco, segue-se até a R. Gerarda,
no Teatro de Bonecos, ou Teatro Spaço. Já
é uma tradição paratiense, todas
as quartas e sábados há apresentações
de bonecos para adultos, num teatro de câmara
de 100 lugares, sede do grupo Contadores de Estórias.
Na esquina das ruas Samuel Costa e Dona Geralda fica
a Casa da Cultura (Qua-Seg 14h-19h. Oficinas e exposições:
Seg-Sex 9h-12h e 14h-22h), local de eventos, exposições
e cursos e também sede da Pinacoteca Marino Gouveia,
com obras de Clóvis Graciano, Frank Shaeffer,
Benedito Calixto, Loyo Pérsio e Di Cavalcanti.
Localizada na R. Fresca, a Igreja Nossa Senhora das
Dores foi construída no ano de 1800 por mulheres
da aristocracia da cidade. Destaque para o catavento
na torre em forma de galo. Descendo a rua da Capela,
vai-se até a Matriz Nossa Senhora dos Remédios,
berço do povoado. Sua origem é uma capela
de 1646. O aspecto suntuoso de hoje, é de 1873.
O grande diferencial desta para as demais igrejas é
o estilo neoclássico, as torres inacabadas e
o fundo da Igreja sem terminar.
A Igreja Nossa Senhora do Rosário e São
Benedito, na R. do Comércio, data de 1725 e era
inicialmente para escravos. Tem belas esculturas em
madeira e um lustre em forma de abacaxi. É o
local das celebrações como a Festa dos
Santos, em novembro, com procissões, ladainhas
e figuras de Rei e Rainha.
Saindo novamente das correntes, encontra-se a Capela
da Generosa, no Beco do Propósito, à margem
do Rio Perequê-Açú. Foi construída
a mando de uma senhora de nome Maria Generosa em memória
de um escravo liberto que se afogou no rio em uma sexta-feira
santa.
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