São Paulo pode ganhar um museu de ciências de classe mundial
O presidente do Instituto Sangari, Ben Sangari, afirmou que a instituição planeja criar em São Paulo um museu de história natural de classe mundial, nos moldes do existente em Nova York. “O Brasil é um país que cresce rapidamente e já é um dos mais importantes do planeta. No entanto, é a única das grandes economias do mundo que ainda não tem um museu nacional de ciências. Estamos trabalhando para a criação do primeiro”, destacou ele em entrevista à Fapesp. “O impacto sobre o turismo seria considerável. O Museu Americano de História Natural é o terceiro local de maior visitação nos Estados Unidos, depois de dois parques da Disney. Em São Paulo, um museu desses poderia ser um ímã para o turismo na América Latina, já que seria o maior museu do continente”, afirmou Sangari, que adiantou já haver empresas interessadas em financiar o projeto. Eles prevêem que um museu assim atrairia de 3 a 4 milhões de visitantes anualmente. O Instituto Sangari é o responsável por trazer a São Paulo a exposição Einstein, do Museu Americano de História Natural, sediado em Nova York. Ela abriu no dia 24 de setembro no Pavilhão Armando de Arruda Pereira, no Parque do Ibirapuera, e vai até dia 14 de dezembro.
Como informa reportagem da Fapesp, a exposição réune objetos pessoais, fotos, cópias de cartas e manuscritos de Albert Einstein (1879-1955) e, principalmente, aposta na interatividade e na tecnologia para explicar os conceitos desse físico. O percurso da exposição é dividido em dez blocos temáticos, nos quais se entrelaçam aspectos biográficos e científicos relacionados a Einstein: “Vida e tempo”, “Luz”, “Tempo”, “Átomos”, “Energia”, “Gravidade”, “Guerra e paz”, “Cidadão global”, “Legado” e “Einstein no Brasil”. Todo fim de semana até 14 de dezembro haverá no local palestras relacionadas com o tema Einstein. O coordenador-geral da exposição é Marcelo Knobel, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e diretor científico do Instituto Sangari.
A exposição mostra ainda a relação do Brasil com o episódio que transformou Einstein em uma celebridade mundial: o eclipse observado em Sobral, no Ceará, em 29 de maio de 1919, mostrando que a gravidade do Sol agia como uma lente desviando a luz das estrelas distantes que apareciam no céu em posições diferentes das originais. Isso confirmou uma previsão feita por Einstein em 1916 e corroborou a Teoria da Relatividade Geral. Um destaque da exposição é a instalação “Teia de luz” do artista plástico Guto Lacaz, em que se atravessa uma sala cortada por feixes de luz sem tocá-los para entender que o ritmo com que flui o tempo depende do referencial e da velocidade do observador. Outro destaque é a instalação interativa “Máquina do tempo”, que exibe a variação da passagem do tempo proporcional à velocidade relativa do visitante: você fornece sua data de nascimento e pode observar em vários relógios que idade teria se estivesse viajando em diferentes frações da velocidade da luz.
Mais informações: www.institutosangari.org.br (30/09/2008)
|