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Perguntas mais freqüentes sobre
guias de viagem
O que é um guia de viagem?
De modo geral, guias são livros que orientam
as pessoas em questões práticas. Por
exemplo, você pode consultar um guia de primeiros
socorros se levar uma picada de aranha, porque ali
estará escrito que providências você
deve tomar.
O guia de viagem, seguindo o raciocínio,
é um livro que ajuda as pessoas a viajar.
Ele tanto explica como chegar até determinado
lugar, onde dormir e onde comer, quanto dá
informações que permitem conhecer
e aproveitar as atrações encontradas
lá.
E como os lugares, atrações,
hotéis e restaurantes dos guias são
selecionados?
Os guias de viagem são feitos por jornalistas,
que devem selecionar o que é mais interessante
para o leitor, incorporando o ponto de vista deste.
Assim, os lugares e atrações escolhidos
costumam ser os mais bonitos e diferenciados,
aqueles que oferecem a experiência de viagem
mais agradável. E os estabelecimentos precisam
obedecer o critério da melhor relação
custo-benefício em termos de localização,
atendimento e instalações, além
de aspectos como limpeza e segurança.
É claro que existem guias não sérios,
que comercializam seu espaço como se fosse
publicidade, incluindo apenas hotéis e
restaurantes que paguem para entrar. Mas isso
é exceção, não regra.
Quem é o usuário de guias de
viagem?
Os viajantes independentes, que não gostam
de viajar em excursões com guias turísticos,
são os usuários mais naturais dos
guias de viagem. Mas mesmo quem vai numa excursão
pode utilizar um guia para obter mais conhecimento
sobre um lugar.
Ler um guia de viagem é como ler um
livro qualquer?
Não, a leitura de um guia de viagem talvez
lembre mais a navegação na internet.
Em primeiro lugar, você não lê
um guia do começo ao fim, e sim lê
a parte que o interessa no momento.
Em segundo lugar, guias costumam fazer referências
cruzadas. Isso ocorre quando o texto de uma página
indica a leitura complementar de outro texto em
outra página -você vai pulando de
uma página para outra.
Imagine, por exemplo, que você se encontra
diante da bonita estação de trem
de Campinas, que tem importância histórica
e arquitetônica. Você está
sentado lendo o que o Guia Fuja no Fim de Semana escreve sobre a estação.
Você pode querer ler mais sobre a história
e a arquitetura daquela época, não
pode? Nesse caso, você vai consultar o Menu
de História e Arquitetura, em outra página.
Depois, pode querer almoçar, certo? Então
vai consultar a seção de restaurantes
de Campinas do Manual de Viagem, numa página
distinta. Depois, talvez queira completar o programa
com alguma caminhada bacana em área verde
e vai ler o Menu de Ecoturismo, em uma quarta
página, para ver o há de melhor
na região. A partir disso pode escolher
a Estrada-Parque Itu-Cabreúva, o que o
levará para o texto de uma quinta página.
Isso, fora as olhadas na página do mapa
ilustrativo.
Assim é a leitura de um guia de viagem.
Não é parecido com navegar ou surfar
na internet?
Em terceiro e último lugar, vale lembrar
que há três momentos distintos para
ler um guia de viagem: antes da viagem, para escolher
seu destino e fazer os preparativos; durante a
viagem, para curtir melhor os lugares e resolver
eventuais problemas; e depois da viagem, para
recordar a experiência e assimilá-la.
Você lê coisas diferentes conforme
o momento que estiver vivendo.
Guias de viagem são comuns no Brasil?
Não, mas estão se tornando mais
comuns. Com os brasileiros viajando mais para
o exterior a partir dos anos 90, eles começaram
a conhecer e usar mais guias de viagem lá
fora. E agora querem fazer o mesmo aqui.
Além disso, as pessoas estão cultivando
mais o hábito de viajar em seu próprio
país e a infra-estrutura turística
brasileira vem melhorando dia após dia.
Quais são os melhores guias de viagem
do mundo?
É difícil dizer, até porque
há muitos tipos de guia. Os guias de viagem
foram uma invenção dos alemães,
com o Baedecker, e se popularizaram muito com
os ingleses, que são viajantes freqüentes
desde o século 19.
Alguns dos melhores guias de viagem internacionais
são ingleses, como o Lonely Planet e o
Rough Guide (ambos voltados para a viagem econômica),
o Eyewitness (a versão brasileira é
o Guia Folha de S.Paulo) e o Blue Guide. Os franceses
têm, entre outros, o Michelin, o Gallimard
e o Routard (este é econômico também).
Os americanos são fortes com o Frommer's
e o Fodor's (que têm tradução
brasileira), além do Let's Go, econômico.
Os espanhóis possuem um guia cujo nome
é divertido: Trotamundos, que é
a palavra espanhola para "mochileiros".
E existem os guias autorais, alguns muito bacanas,
porém acabam não sendo atualizados
e viram peça de museu. Encontram-se guias
autorais no Brasil também. |