Nove cidades de serra, localizadas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, oferecem excelentes programas para quem quer curtir um fim de semana friozinho, desde cantinhos para relaxar e namorar até o melhor da gastronomia e dos esportes. Escolha aqui para onde você vai fugir, coloque seus agasalhos na mala e boa viagem!
CAMPOS DO JORDÃO
Chocolate quente, malhas de inverno, caminhadas e paqueras no Capivari, onde fica cheio de gente bonita. Este é o "clima" de Campos do Jordão no outono-inverno. Mas há muita coisa além disso, como o trekking e os esportes de aventura.
Há passeios ecológicos que podem ser feitos por conta própria, dentro de parques como o Horto Florestal (tel. 12-163.3762, 13 km a partir de Capivari na estrada para o Horto) e o Parque Altiplano do Baú (tel. 12-263-4714, 8 km pela Estrada da Campista). No Horto, experimente a Trilha da Cachoeira Celestina,com 8,5 km e 5 horas de duração total, ida e volta. No Parque do Baú, você pode fazer a Trilha Luminosa, de apenas 1 hora, onde se segue pela crista da serra, ou visitar a bela Cachoeira do Toldi (além de curtir um circuito de arborismo).
Também se pode contratar passeios com agências e monitores, como a Trilha da Onça, que se localiza na divisa entre Campos do Jordão e Pindamonhangaba, tem 8 horas de duração, e cruza vários riachos.
Os próprios hotéis oferecem programas de ecoturismo, pagos à parte. Entre os mais interessantes estão a Trilha da Pedreira com Rapel --que pode durar até 4 horas e inclui da passagem por uma pedreira de 15 m com equipamento de escalada.
DELFIM MOREIRA
A pequenina Delfim Moreira, cidade mineira, tem menos de 3.000 moradores. É ideal para quem procura a paisagem e o frio da serra neste inverno e, ao mesmo tempo, quer tranquilidade.
Em altitudes que variam entre 1.200 m e 2.000 m, o visitante aproveita os pesqueiros instalados junto de rios bons para pesca, cachoeiras ideais para banhos supergelados --uma delas passa por dentro de túnel de uma velha ferrovia-- e muitas trilhas para caminhada em meio a bosques de araucárias, além de passeios a cavalo, de bicicleta e de jipe.
Muitas das trilhas da região estão dentro de fazendas e parques. Destacam-se, por exemplo, as da Fazenda Boa Esperança, a 15 km da cidade. A Trilha do Lu leva à Cachoeira Belíssima, em 45 minutos de caminhada. Lá pode-se fazer rapel na lateral da cachoeira e a volta é por dentro do rio. A Trilha do Marlon, de 30 minutos, incluirá em breve a travessia de uma ponte de cordas sobre Cachoeira da Lena e vários poços bons para banho, além de uma pedra onde se costuma fazer piquenique. Pode-se fazer aindaa trilha que leva à Casa do Barão de Bocaina, fora da fazenda, a cerca de 2.000 m de altitude: é uma caminhada de 4 km pela mata que passa por várias cachoeiras. A Fazenda tem pousada (com chalés) e restaurante. Também são interessantes as trilhas do Parque Cruz das Almas, dentro da cidade, a 300 m da Igreja Matriz FAZENDA BOA ESPERANÇA (0/xx/35-3799-9333).
Vale a pena ir até o Pico dos Marins, a 2.422 m de altitude. São 25 km de jipe ou carro a partir da cidade até o sopé do Morro do Careca. Dali ao pico é uma caminhada bem puxada que costuma durar de quatro a cinco horas entre ida e volta. Do alto avista-se até a cúpula da basílica de Aparecida do Norte entre várias cidades. GUIAS-- José Reinaldo (tel. 0/xx/35-3624-1631) ou pedir indicações às pousadas e à prefeitura (0/xx/35-3624-1213).
Uma pousada charmosa é a Solar da Mantiqueira, decorada em madeira. São apenas 15 apartamentos, por isso é bom reservar logo. A pousada organiza vários passeios e também providencia bicicleta e cavalo se o hóspede pedir. Tem um restaurante especializado em trutas e cozinha mineira. Eles fazem a sobremesa quente especial da região, a sopa de marmelo. POUSADA SOLAR DA MANTIQUEIRA e RESTAURANTE CANTO DO CAIPIRA-- R. Manoel José Lebrão, 73, tel. (0/xx/35) 3624-1313; www.pousadasolar.com.br. Passeios pagos à parte
GONÇALVES
Você pode ir para Gonçalves, na "esquina" de Minas com São Paulo, a 209 km da capital paulista. A cidadezinha, no topo da Serra da Mantiqueira, tem tudo de bom: muito verde, cachoeiras e rios de encher os olhos, pousadas charmosas e comida farta.
Se você topar nossa sugestão, não deixe de:
-- curtir as belas vistas da região, em mirantes naturais como a Pedra Chanfrada e a Pedra do Forno.
-- andar a cavalo.
-- provar a quirerada (prato de quirera de milho, costelinha de porco, carne salgada, bacon, com chuchu, couve e caipirinha). É preciso encomendar antes.
-- celebrar a festa junina do sítio São João, que inclui a cerimônia de origem celta de passar por um labirinto com uma vela acesa
-- provar doces artesanais na Casa de Chá Herglotz e na casa da Dona Jovina (basta pedir indicação na região).
INFORMAÇÕES TURÍSTICAS-- tel. 0/xx/35/3654-1222.POUSADAS-- Passaredo: reservas 0/xx/11/3159-2686, www.pousadapassaredo.com.br. Solar da Araucária 0/xx/35/3654-1398, www.solardaaraucaria.com.br CAVALOS-Diogo Turismo Equestre: tel. 0/xx/35/9984-0344. TRILHAS E ESPORTES-- Monitora Eliana: 0/xx/35/3654-1205. RESTAURANTES-- Pedra do Forno 0/xx/35/9982-5534. Ao Pé da Pedra (ou restaurante Zé do Ovídio): 0/xx/35/9976-9434.
SÃO FRANCISCO XAVIER
São Francisco Xavier, encravada entre montanhas a apenas 138 km da capital, onde há tanto verde, água e ar puros, que a gente se sente num lugar bem mais distante. O melhor programa é caminhar na mata com monitor, o que custa cerca de R$ 20 por pessoa. Eis algumas trilhas:
-- de Monte Verde: 22 km de ida e volta na mata, 8 horas de duração, dificuldade média.
-- do Mirante: 10 km de ida e volta, 5 horas, dificuldade média. Da Pedra do Mirante, a 2.050 m de altitude, tem-se vista para Monte Verde e para o Vale do Paraíba.
-- da Toca do Muriqui: 5 km de ida e volta, 3 horas, dificuldade média. Na mata fechada, há a possibilidade de avistar macacos muriquis.
-- da Pedra da Concha: 3 km de ida e volta, 90 minutos, nível fácil. Passa-se por gruta e cachoeira.
TRILHAS: Centro de Apoio ao Turista (tel. 0/xx/12/ 3926-1279, 0/xx/11/9950-3119, cat .ecoturismo@uol.com.br. HOSPEDAGEM: O CAT orienta sobre o aluguel de casas de temporada, em torno de R$ 100 por pessoa. Outra opção é hospedar-se em um dos hotéis de São José dos Campos, a 50 km de São Francisco, como Novotel (tel. 0/xx/12/3928-1011), Ibis (0/xx/12/3933-1644) e Blanco Palace (0/xx/12/3929-3307).
VISCONDE DE MAUÁ
A estrada de acesso bem que é chata, mas tem belas vistas e, uma vez lá, a sensação é de que você rompeu mesmo com a urbanidade. Lá é Visconde de Mauá, vilarejo fluminense na Serra da Mantiqueira, a 286 km da capital paulista, que se especializou no trio pousadas charmosas-restaurantes de chefs-belo cenário natural, principalmente para casais.
Mauá tem atrativos extras nesta época do ano: suas águas são de um gelado ainda suportável e é plena "safra" do pinhão, a semente da araucária, que aparece em pratos criativos.
A receita é comer bem, depois caminhar e tomar banho de cachoeira para compensar. Mauá se divide em três: Mauá, a vila de Maringá e a de Maromba. Cachoeiras, piscinas naturais, rios e trilhas se espalham pelos arredores da Maromba e os vales da região.
Você pode saborear os pratos de pinhão em restaurantes como o Gosto com Gosto (tel. 0/xx/24/3387-1382) --onde tem lombinho com pinhão-, a Fazenda do Mel (0/xx/24/3387-1308) --codorna com pinhão-, e o Olho d'Água (0/xx/24/3387-1386) --quibe de pinhão. Os preços são razoáveis: o lombinho serve duas pessoas e custa R$ 35. Quanto a hospedagem, tente a Casa Bonita (0/xx/24/3787-1342) ou a Casa da Colina (0/xx/24/3387-1273).
À Cachoeira do Escorrega, na Maromba, se chega de carro por uma estradinha de terra --os banhistas escorregam na pedra lisa e caem numa piscina natural. Entre os vales, conheça pelo menos o das Flores, o do Alcantilado e o do Pavão. Mauá tem muitos monitores que trabalham de forma independente, como o Rafael (tel. 0/xx/9979-7515). INDICAÇÃO DE GUIAS: 0/xx/24/ 3352-2117.
SÃO JOSÉ DO BARREIRO
No século 18, quando o Brasil ainda era colônia portuguesa e a escravidão imperava no território nacional, parte do ouro extraído em Minas Gerais e São Paulo era levado ao porto de Paraty para então ser embarcado para a metrópole além-mar.
Um dos caminhos usados pelos tropeiros é conhecido como Trilha do Ouro e ainda preserva trechos originais, com revestimento em pedras feito pelos escravos. Vai da nascente do Rio Mambucaba, no ponto mais alto da Serra da Bocaina, em São José do Barreiro, até a Vila de Mambucaba, em Angra dos Reis.
Para percorrer essa trilha de 35 km (nível médio de dificuldade), em meio a belíssimas paisagens de mata atlântica --conservadas pelo Parque Nacional da Serra da Bocaina-- são necessários três dias, mas é possível também fazer trechos mais curtos.
O passeio completo sai da cidade de São José do Barreiro (260 km de São Paulo) e é organizado pela agência MW Trekking (tel. 0/xx/12/577-1178, www.mwtrekking.com.br). No primeiro dia é possível tomar banho em duas cachoeiras da trilha, a de Santo Izidro e a das Posses. Uma das principais atrações do caminho, no entanto, é alcançada no segundo dia de caminhada: a Cachoeira do Veado, com 200 m de altura e duas quedas. No terceiro dia, os aventureiros enfrentam maior trecho do passeio, com 18 km --a maior parte em descida. A volta é feita em vans da agência. Os pernoites são em casas de colonos, construções bastante simples, sem eletricidade.
São José do Barreiro tem boas opções de pousadas, das rústicas e baratas às mais charmosas. Algumas são um programa por si só e outras servem de base.para explorar as belezas naturais da região, em especial do Parque Nacional da Serra da Bocaina.
BANANAL
Bananal é capaz de agradar viajantes tão distintos como o "cultural" e o aventureiro e, por isso, é ótima opção para o frio. No sopé da Serra da Bocaina, a 314 km de São Paulo, tem cachoeiras, belas trilhas --muitas com vista para o mar de Angra dos Reis-- e, ao mesmo tempo, casarões de fazendas de café do Império, o equivalente brasileiro dos castelos europeus. O casario urbano também vale a pena.
Na Estação Ecológica ficam o último salto da Cachoeira de Sete Quedas, boa para banhos, e o acesso à famosa Trilha do Ouro de Mambucaba, caminho feito por escravos que em dois dias leva a Angra. A Trilha da Pedra do Frade é mais curta: 12 horas entre ida e volta, com pernoite na pedra, a 1.589 m de altitude. A Trilha da Cachoeira do Mimoso, de nível fácil, demora só 90 minutos e a cachoeira tem queda de 70 m. Infs. turísticas, guias p/ trilhas e pousadas ecológicas: (0xx12 576-1648) e
www.bananal.com.br. ESTAÇÃO --- SP-247 (em terra) até km 15 e seguir à direita por mais 10 km.
As fazendas de Bananal estão ligadas por um personagem --o fazendeiro Manoel de Aguiar Vallim, que, dizem, chegou a possuir 1% de todo o papel-moeda do Brasil. As ricas casas das fazendas Independência, Boa Vista, Três Barras e Casa Grande se tornaram charmosos hotéis. FAZENDA INDEPENDêNCIA --- Rod. do Resgate km 329, tel. (Oxx12) 576-1110. BOA VISTA Rod. do Resgate km 327, tel. (0xx12) 576-1539. TRÊS BARRAS --- Rodovia dos Tropeiros altura do km 22, tel. (0xx12) 576-1356. CASA GRANDE Estr. p/ Bocaina km 1, tel. (0xx12) 576-1543. Todas com pensão completa.
O centro histórico de Bananal merece um passeio a pé, que pode começar pela Estação de Trem de 1889, na praça Dona Domiciana, toda em metal. Depois, observe os sobrados da praça Pedro Ramos e da rua Manoel de Aguiar. Nesta, no número 38, fica o Teatro Santa Cecília, hoje centro de informações.
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